As principais características anatômicas externas da baleia-Jubarte são o tamanho das nadadeiras peitorais, que medem aproximadamente um terço do comprimento total do animal; a presença de 14 a 35 pregas ventrais; a coloração e o formato serrilhado da nadadeira caudal. A baleia jubarte pode atingir ate 16m de comprimento e pesar de 35 a 40 toneladas; a região ventral da nadadeira caudal apresenta pigmentação que varia do branco ao preto, permitindo a diferenciação individual dos animais. As fêmeas são em media maiores que os machos, em cerca de 1 a 1,5m; possuem um lobo hemisférico na região posterior à fenda genital, este ausente nos machos.
A maturidade sexual é atingida com aproximadamente quatro a seis anos de idade, e a maturidade física dez anos depois; após o qual nasce um único filhote, medindo entre 3,96 e 4,57m de comprimento total e pesando aproximadamente uma tonelada.
Nas áreas de alimentação e reprodução as baleias jubartes apresentam organização social caracterizada por grupos instáveis e pequenos (dois a três animais). Grandes grupos podem, entretanto formar-se temporariamente durante a temporada reprodutiva, relacionados com a competição agressiva entre machos. Os machos da baleia jubarte produzem sequencias longas e padronizadas de sons na época de acasalamento, descritas como canto e cuja provável função seria de display sexual para fêmeas. Essas canções são constituídas por frases repetitivas, denominadas temas, emitidas em longas sequências de repetição. O canto difere-se entre as populações e altera-se gradualmente ao longo da estação reprodutiva e a cada temporada, ate se tornar uma canção completamente distinta após cinco anos. A baleia jubarte e uma espécie cosmopolita, presente em todos os oceanos, e realiza migrações sazonais entre áreas de alimentação e áreas de reprodução, durante a primavera, o verão e o outono é encontrada em altas latitudes, migrando durante o inverno para aguas tropicais e subtropicais para acasalamento e nascimento dos filhotes.
A principal concentração reprodutiva no atlântico Sul Ocidental é o banco dos Abbrolhos, situado no extremo sul da Bahia e Norte do Espirito Santo. Ocorrem registros da espécie ao longo da costa brasileira, desde o Rio Grande Do Sul ate o Pará e em Fernando de Noronha, estudos em áreas de ocorrência histórica sugerem a reprodução de antigas áreas de reprodução no litoral baiano e o estado de Rio de Janeiro, especialmente a região da Bacia de Campos, que tem sido apontada como um corredor migratório da espécie.
Texto extraído do: “Plano de Ação Nacional para Conservação dos Mamíferos Aquáticos, Grandes Cetáceos e Pinipedes” autores Claudia C. Rocha-Campos, Ignacio Benites Moreno, Jesuina Maria Da Rocha e outros, Brasilia 2011